quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Texto literario sobre o filme (American pie)



A magia cintilava na retina

dos seus olhos…

E o desejo alimentado,

com o soro das quimeras,

vai por fim ser libertado

do seu corpo de menina

com dezoito primaveras.

Seus cabelos aloirados,

ondulantes, à deriva…

Excitados pela brisa

e ao sol brilhando, dourados…



Lembram trigo, em seco prado,

agitado pelo vento

num bailado descarado.

Lábios pintados da cor

com que se pinta a ilusão…

Seios carícias pedindo…

Coxas à vida se abrindo,

boca sedenta de amor…

Trancou de vez a inocência

e libertou a paixão.

Pôs a vergonha de lado

num jeito descomplexado…

Mandou o pudor embora

e o prazer deixou entrar

pela porta da ansiedade

que guardava a virgindade

e se abriu naquela hora.

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