
A magia cintilava na retina
dos seus olhos…
E o desejo alimentado,
com o soro das quimeras,
vai por fim ser libertado
do seu corpo de menina
com dezoito primaveras.
Seus cabelos aloirados,
ondulantes, à deriva…
Excitados pela brisa
e ao sol brilhando, dourados…
Lembram trigo, em seco prado,
agitado pelo vento
num bailado descarado.
Lábios pintados da cor
com que se pinta a ilusão…
Seios carícias pedindo…
Coxas à vida se abrindo,
boca sedenta de amor…
Trancou de vez a inocência
e libertou a paixão.
Pôs a vergonha de lado
num jeito descomplexado…
Mandou o pudor embora
e o prazer deixou entrar
pela porta da ansiedade
que guardava a virgindade
e se abriu naquela hora.
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