Prédios abandonados viram ponto de drogas e prostituição
Eles estão por quase toda parte na cidade: prédios-fantasmas abandonados. São ruínas urbanas em que só mora a insegurança. Esses endereços acabam virando abrigo para bandidos e viciados em drogas, além de ser muitas vezes palco para a prostituição. Em Araranguá (Santa Catarina) em plena região central não é difícil visualizar este cenário, que além de chocar, revolta os moradores que residem próximos. Em áreas nobres da cidade, há esqueletos de prédios, que ainda põem em risco a saúde dos vizinhos porque a água da chuva fica acumulada. “Deve ser um foco imenso para a dengue”, diz uma senhora
Na rua Antônio Bertoncini, fica localizada uma das entradas de um gigantesco prédio, que antigamente abrigou o extinto BR Shopping e mais tarde o Fórum de Araranguá. Hoje, a calçada por onde cruzaram magistrados e homens da lei é usada para prostituição, em plena luz do dia. Uma comerciante que tem sua loja próxima dali, reclama da ação de andarilhos e prostitutas que não se intimidam com a presença da população e mesmo com a rua movimentada, utilizam o espaço para ‘pescar’ clientes. “Às vezes o programa acontece ali dentro, mas quase sempre os carros vêm buscá-las,” revela a mulher que prefere não se identificar para não ser alvo de represálias.
De um lado do prédio abandonado as prostitutas ficam às margens da BR 101, do outro, mais mulheres disputam com os pedestres, espaço na calçada. Do lado de dentro do prédio é onde acontece de tudo. Há poucas semanas, os vândalos e usuários de crack arrancaram praticamente toda a instalação elétrica. A mulher conta ainda, que há poucos menos de um mês, o Corpo de Bombeiros teve que ser acionado para conter um princípio de incêndio provocado pelos moradores de rua no segundo pavimento. “A gente convive com o perigo,” afirma.
O prédio apesar de fechado, teve sua estrutura quebrada, as vidraças foram detonadas e servem de acesso ao local. o odor forte de urina e fezes é facilmente detectado à metros de distância. Apesar das reclamações nenhuma providência foi tomada. O comerciante Laurindo Jordão, 46 anos, defende que o prédio abandonado há muitos anos seja transformado em moradia popular. “O governo deveria adquirir esse espaço e destinar pra quem realmente precisa. Quantas famílias à espera de um lar. Acho que resolveria boa parte dos problemas dos moradores da Barranca, por exemplo,” sugere o homem.
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